Site da Editora da Universidade de Pernambuco ganha novo endereço eletrônico

A Editora da Universidade de Pernambuco está com um novo endereço na internet. Com o objetivo de melhorar a comunicação entre a Edupe e a comunidade acadêmica, decidiu-se realizar a migração da sua página para o domínio oficial da UPE (upe.br).

O novo site da Edupe é o www.edupe.upe.br. Lá serão divulgadas as informações sobre publicações, editais e assuntos relativos ao órgão.

O material do antigo site foi transferido para o novo domínio, sem prejuízo para os autores e leitores.

De modo gradativo, o domínio (www.edupe.com.br) será desativado e a partir desta segunda-feira este endereço eletrônico não será mais atualizado.

UPE aprova criação de Política de Gestão de Riscos

O Conselho Universitário (CONSUN) da Universidade de Pernambuco aprovou, na sua reunião do dia 30 de setembro, a criação da Política de Gestão de Riscos (PGRI-UPE).

A resolução visa capacitar gestores e dar subsídio à tomada de decisões em todos os níveis da instituição, garantindo o cumprimento das leis.

A medida atende as recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da Secretaria da Controladoria Geral do Estado (SCGE).

Risco é a possibilidade de ocorrência de um evento que tenha impacto negativo no alcance dos objetivos da organização.

A PGRI-UPE terá por objetivo orientar os processos de identificação, avaliação, tratamento, comunicação e monitoramento dos riscos das atividades da universidade.

Caberá ao Comitê de Gestão de Riscos, órgão de caráter consultivo e permanente, desenvolver a filosofia de Gestão de Riscos da UPE.

Todos os gestores de áreas da UPE serão responsáveis por executar as atividades de Gestão de Riscos e coordenar esforços para identificar e estimar riscos, bem como propor melhorias necessárias para mitigar riscos, além de comunicar os resultados de análises aos interessados. 

O CGR também deverá elaborar e revisar a Política de Gestão de Riscos da UPE, estabelecer mecanismos para promoção da conformidade, disseminar conhecimentos e gerir ações estratégicas referentes a riscos e dar suporte institucional aos envolvidos na condução da Gestão de Riscos.

Em relação a pessoas e recursos, a PGRI-UPE deve atuar em três campos: 1) Ampliar, qualificar e promover a valorização do quadro docente, técnico e administrativo; 2) Garantir a infraestrutura necessária para o ensino, pesquisa, extensão e assistência à saúde; 3) Otimizar a gestão financeira. 

Na perspectiva resultados, espera-se que a adoção da nova política consolide e amplie a interiorização da UPE, fortalecendo o desenvolvimento com foco nas políticas de Inovação, Sustentabilidade e Inclusão Social.

A redução de riscos vai promover a melhoria da qualidade dos cursos de gradução e pós-graduação, diminuindo a evasão e retenção de alunos.

“Operacionalizar a gestão de riscos, dentre os inúmeros processos que ocorrem dentro da Universidade de Pernambuco, é extremamente desafiador, e apesar de não ser uma política trivial, a institucionalização dessa prática é de extrema relevância, a considerar que a gestão de riscos sugere ganho da eficiência na instituição como um todo. A aprovação da PGRI-UPE é considerada peça fundamental para a implementação da estrutura de governança, gestão de riscos e controles internos, prevista no Decreto Estadual Nº 46.855, de 7 de dezembro de 2018, que dispõe sobre a política de Governança da Administração Pública Estadual Direta, Autárquica e Fundacional", afirma o controlador interno da UPE, Getúlio de Sá Gondim.

Segundo ele, para além do cumprimento da legislação vigente, a Política de Gestão de Riscos trará melhorias ao processo decisório, possibilitando aos gestores acesso tempestivo a informações sobre os riscos aos quais a Universidade está exposta. Possibilitará também o aumento da probabilidade de cumprir os objetivos definidos no Planejamento Estratégico devido às ações de avaliação e tratamento dos riscos. "Essa melhoria no processo decisório e consequente redução dos impactos negativos provocados pelos riscos, tendo em vista o seu tratamento adequado, agregará ainda mais valor à UPE. A partir de agora se iniciam os trabalhos para operacionalização da Política e a Diretoria Setorial de Controle Interno estará apoiando todas as ações pertinentes, com vistas a potencializar ainda mais a governança dentro da universidade”, ressalta Getúlio.

Divulgados sétimo remanejamento do SSA 3 e segunda chamada extra do Sisu

A Comissão Permanente de Concursos Acadêmicos da Universidade de Pernambuco (CPCA/UPE) disponibilizou no portal http://processodeingresso.upe.pe.gov.br as listagens do sétimo remanejamento da terceira fase do Sistema Seriado de Avaliação (SSA 3) e da segunda chamada extra a partir da lista de espera do Sistema de Seleção Simplificada (Sisu).

A matrícula deverá ser realizada no período de 13 a 14 de outubro, no horário das 8h às 13h. Todo o calendário está acessível na página do processo de ingresso e no site oficial da UPE (www.upe.br).

Informações adicionais estão disponíveis no Manual do Candidato para o SSA 3 (Processo de Ingresso 2021), publicado no endereço eletrônico do Processo de Ingresso: http://processodeingresso.upe.pe.gov.br, ou junto à Coordenação de Assuntos

Estudantis (CAE) na Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone 3183-4013.

SÉTIMO REMANEJAMENTO SSA 3

SEGUNDA CHAMADA EXTRA SISU

Academia Pernambucana de Ciências e instituições pernambucanas de Educação, Ciência e Tecnologia assinam nota de repúdio contra as medidas que agravam a situação da Ciência e Tecnologia no país

NOTA DE REPÚDIO DA ACADEMIA PERNAMBUCANA DE CIÊNCIAS E INSTITUIÇÕES PERNAMBUCANAS DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA CONTRA AS MEDIDAS QUE AGRAVAM A SITUAÇÃO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO PAÍS

A Sociedade já percebeu o importante papel da Ciência e da Tecnologia no cotidiano, e se não basta os exemplos em resposta à pandemia, apesar dos mais de 600 mil mortos, o uso da Ciência e Tecnologia no dia a dia é inequívoco e reconhecido. Tratamentos de câncer, cirurgias com lasers, diagnóstico com imagens via ressonância magnética são alguns exemplos do uso diário do conhecimento na vida do cidadão. Tudo isto é fruto de pesquisas muitas vezes de longo prazo, mas precisam de recursos federais. No Brasil, o atual Governo Federal não entende assim, e repetidas vezes ao longo dos últimos três anos tem não só atacado a Ciência e Tecnologia com o negacionismo e obscurantismo, mas também cortado recursos para pesquisas e bolsas de estudo para estudantes, principalmente da pós-graduação, que dedicam seu tempo à formação em pesquisas.

O mais recente ataque foi desferido no último dia 7 de outubro, e ainda não resolvido, quando o Ministério da Economia decidiu unilateralmente cortar 690 milhões de reais do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, o MCTI – cujo Ministro nem sabia desta decisão, segundo ele próprio, e sequer esboçou qualquer reação – recursos estes aprovados em todas as instâncias, com conhecimento e participação do próprio Ministério da Economia. Passaram por cima de Leis recentemente aprovadas, e o Congresso, apesar de estar tentando reagir, foi conivente e aprovou a medida que fragiliza drasticamente a Ciência e Tecnologia do Brasil.

A reação da comunidade científica e vários órgãos foi imediata, mas ainda não há solução. O impacto é direto em bolsas de pesquisa, recursos e editais já anunciados e lançados para que a comunidade submeta novos projetos – muitos deles no combate à pandemia e outros temas importantes – além de pagamento de bolsas. Este cenário de terror já foi visto antes, pois “apagões” na Ciência brasileira viraram rotina. Desde o início deste “desgoverno”, já houve cortes de recursos e bolsas, pane no sistema do CNPq (que afetou diretamente a comunidade científica), além de outras ações na CAPES que afetam os programas de avaliação das pós-graduações no país, que está suspensa por decisão judicial.

A Academia Pernambucana de Ciências (APC) e instituições pernambucanas de Educação, Ciência e Tecnologia conclamam a sociedade pernambucana e especialmente a comunidade científica para repudiar veementemente contra mais este ataque virulento contra a Ciência brasileira, cujo impacto negativo será sentido imediatamente com reflexos a médio e longo prazos. Neste sentido, a APC se junta a várias outras entidades e no dia 20 de outubro realizará um ato de repúdio contra todas estas medidas durante o II Encontro Pernambucano de Educação, Ciência e Tecnologia (ver programação em www.academiapc.org)

Professora da UPE coordenará em Caruaru segunda etapa estadual de pesquisa nacional sobre a eficácia da cobertura vacinal em crianças

A cidade de Caruaru, no Agreste pernambucano, vai integrar a segunda etapa da pesquisa denominada “Inquérito Nacional de Cobertura Vacinal”, uma investigação financiada pelo Ministério da Saúde através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com o apoio do Instituto Evandro Chagas. A primeira fase ocorreu nas capitais brasileiras.

O objetivo é avaliar a situação vacinal das crianças nascidas em 2017 e 2018. Esta mesma pesquisa já foi realizada no Recife no final do ano passado, coordenada pela professora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco (FCM/UPE), Maria Bernadete de Cerqueira Antunes.

Médica sanitarista e com mais de 20 anos de experiência em saúde pública, ela será responsável estadual pelo trabalho que começará em Caruaru na próxima semana. Na capital pernambucana, foram coletados dados de 1.808 crianças.

A pesquisa será realizada através de visitas domiciliares para preenchimento de um breve questionário, com anotações de dados gerais da criança e da família e registro por fotografia da caderneta de vacinação da criança, desde seu nascimento até o momento da entrevista.

Os entrevistadores serão profissionais contratados pela empresa Science, devidamente identificados (crachá e blusa personalizada) e seguindo todas as medidas de proteção para a Covid-19, com o uso de materiais de proteção individual (máscara, protetor facial, álcool gel) e prontos para responder quaisquer dúvidas que você possa ter.

“A partir dos resultados obtidos, o Ministério da Saúde poderá definir novas estratégias que possibilitem melhorar o acesso à vacinação das crianças brasileiras e, desta forma, protegê-las das doenças graves prevenidas por vacinas, como o sarampo, e paralisia infantil, dentre outras”, afirma Maria Bernadete de Cerqueira Antunes.

Em 2007, a professora da UPE participou de pesquisa semelhante, o que serviu como motivo para o convite feito pelo Ministério da Saúde nestes tempos de uma nova pandemia e do surgimento de reações negacionistas em relação à importância da cobertura vacinal. 

Para a UPE, esta parceria representa um reconhecimento pela produção científica da universidade. Estudos sobre vacinação fazem parte de uma das pesquisas de extensão da Faculdade de Ciências Médicas. Uma residente participará da coleta e análise dos dados.